10 fatos sobre a cadeia de milho que marcaram 2021

10 fatos sobre a cadeia de milho que marcaram 2021

O ano de 2021 foi marcante para a cadeia do milho: tivemos desde o final da safra 2020/21, com resultados ruins, até o início da safra 2021/22, que marcou a retomada dos ótimos patamares da cadeia brasileira de milho. No artigo de hoje, vamos falar um pouco dos 10 fatos sobre a cadeia de milho que marcaram o ano de 2021.

1 – Atraso no plantio do milho de primeira safra

O atraso no plantio de soja e o excesso de umidade no momento da colheita da leguminosa impactaram muito no cultivo do milho de primeira safra. Isso fez com que o plantio do grão fosse feito fora da janela ideal e, consequentemente, resultasse em uma produção menor.

2 – Quebra das estimativas de safra

Problemas climáticos + atraso no plantio = quebra das estimativas de safra. Se acrescentar a essa conta os problemas com pragas que assolaram as lavouras de todo o país, a quebra de 30% na produção nacional é facilmente justificada, com uma das retrações mais impactantes da história da cultura de milho no Brasil.

3 – Problemas climáticos

2021 foi um ano difícil, quando falamos de aspectos climáticos. Os produtores enfrentaram problemas com a crise hídrica – que impacta diretamente no enchimento dos grãos – e  as geadas intensas, situação que não era vista há 30 anos nos campos de milho pelo Brasil.

4 – Doenças e pragas

Um ano marcado pela cigarrinha-do-milho, causadora do complexo de enfezamento e que ganhou o status de principal vilã da safra. Algumas regiões do país, como o Sul, tiveram registros de locais que tiveram 50% da produção afetada pela praga.

5 – Alta nos custos de produção

A retomada na produção, após um ciclo ruim, ocasionou escassez de produtos, que foi refletida na alta dos custos de produção do milho. Aqui, um destaque para os produtos importados, como adubos e fertilizantes.

6 – Recorde nas cotações do milho

A menor oferta do milho e as baixas perspectivas de melhora no cenário, à época, fizeram com que as cotações do cereal batessem recordes, ultrapassando R$ 100,00 a saca em vários momentos, atingindo o seu ápice em meados de maio, quando chegou a ser avaliada em R$ 103,23.

7 – Exportações reduzidas drasticamente

A quebra da produção impactou os embarques do milho para outros países. O volume exportado pelo Brasil foi muito inferior aos outros anos, com uma queda de mais de 40%, em relação ao total exportado em 2020. Isso fez com que o Brasil realizasse a importação de milho em alguns momentos, algo inimaginável para o terceiro maior produtor do cereal no mundo.

8 – Avanço do etanol de milho

Apesar de todos os percalços citados acima, a cadeia do etanol de milho não deixou de crescer em 2021. Isso é reflexo da expansão e da instalação de novas usinas do biocombustível em vários estados do Centro-Sul, onde a expectativa era de uma produção de cerca de 3,5 bilhões de litros de etanol de milho.

9 – Evolução no transporte

2021 trouxe evoluções no transporte de milho pelo Brasil. Muitas rodovias, importantes que são rotas de escoamento do grão, foram pavimentadas, além dos modais ferroviário e hidroviário, que estão em pleno desenvolvimento.

10 – Oferta global de milho

A oferta global de milho se recuperou em 2021. Segundo os relatórios do USDA, foram totalizados mais de 1,2 bilhão de toneladas de grãos na última projeção. Isso fez com que os estoques globais voltassem a crescer, chegando próximo de 305 milhões de toneladas.

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