Cadeia do milho em maio e o que esperar para o mês de junho

Cadeia do milho em maio e o que esperar para o mês de junho

A cadeia do milho em maio foi marcada pela ampliação das projeções da Conab para a produção brasileira do cereal, por uma onda de frio intenso e pela redução das projeções para a região Centro-Sul, de acordo com a consultoria AgRural. Confira neste artigo esses fatos e o que esperar para o mês de junho.

Estimativas de produção são elevadas para 116,2 milhões de toneladas

A evolução das lavouras de milho no Brasil fez com que a Conab aumentasse as projeções para o cereal. A previsão é que a colheita seja recorde, chegando a 116,2 milhões de toneladas de milho produzidas em solo brasileiro.

cadeia do milho em maio

Onda de frio intenso: impactos na bolsa, e áreas de milho escapam da geada

As alterações climáticas sempre acendem um sinal de alerta na agricultura. A onda de frio intenso que acometeu as lavouras do Brasil no mês de maio chamou a atenção pelos riscos de geada. O frio antecipado é consequência do fenômeno La Niña, que deixou os produtores apreensivos. Mas, felizmente, não tivemos impactos severos e escapamos das geadas.

Ainda em relação às variações climáticas, as previsões de geadas estão impactando o mercado da bolsa. Na bolsa de Chicago, os preços futuros do grão perderam de 18,50 a 20,75 pontos. Julho foi cotado a US$ 7,80 e setembro a US$ 7,53, por bushel.

frio intenso afeta a cadeia do milho em maio

Consultoria AgRural reduz projeções para a região Centro-Sul

A consultoria AgRural reduziu em 5 milhões de toneladas as projeções para a região Centro-Sul entre abril e maio. A redução se deu por conta da falta de umidade em algumas regiões, sendo Mato Grosso e Goiás as áreas mais afetadas pelo plantio tardio. Inicialmente, as projeções eram de 86 milhões de toneladas, e agora são de pouco menos de 81 milhões.

4 pontos de atenção para a cadeia de milho em junho

O último mês do primeiro semestre deve ser marcado por fatores nacionais e internacionais na cultura do milho, sendo eles:

  1. Monitoramento e previsões do clima nas lavouras de milho: após as ondas de frio terem chegado às principais regiões produtoras (felizmente sem geadas), a atenção deve ser redobrada sobre as condições climáticas para o período. No caminho oposto, o destaque fica para o estado de Goiás, que vem sendo castigado pela seca.
  1. Evolução no plantio da safra americana de grãos: como falamos anteriormente, a área plantada de milho nos EUA será menor neste ciclo, e apresenta atraso no plantio. Isso pode reduzir as condições ideais para o desenvolvimento da planta e prejudicar as operações de colheita com a chegada do inverno no final do ciclo.
  1. Exportações brasileiras de milho: os embarques voltaram a crescer em maio, resultado do avanço da colheita do milho de primeira safra. Ainda assim, o volume é considerado baixo se comparado com o que é exportado no segundo semestre. Valem atenção a entrada da China na compra do cereal brasileiro e a retirada de taxas para a importação do cereal pelo nosso governo.
  1. Problemas fitossanitários no campo: o desenvolvimento das plantas de milho liga mais um sinal de alerta: a incidência de pragas, como a cigarrinha do milho, vetor da virose do complexo de enfezamento. A recomendação é de atenção redobrada nos cuidados com o manejo.

Neste artigo, reunimos o que aconteceu de mais relevante na cadeia de milho em maio. Continue aqui no blog para acompanhar outras informações sobre o cereal. Além disso, você pode seguir a nossa página no Instagram para ter acesso a outros conteúdos sobre a marca especialista em sementes.

Fonte

Prof. Marcos Fava Neves, Vinícius Cambaúva e Markestrat Group.

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