Título verde: o que é e quais os seus benefícios para as empresas?

Título verde: o que é e quais os seus benefícios para as empresas?

Título verde é um termo que vem ganhando cada vez mais destaque na economia mundial. No artigo de hoje, vamos falar um pouco mais sobre títulos verdes, seus benefícios ao meio ambiente e para as empresas. 

O que é um título verde?

Um título verde (ou green bond) é um título de renda fixa utilizado na captação de recursos, mas o que difere um título verde de uma captação tradicional é o seu foco em projetos sustentáveis e que são benéficos ao clima e ao meio ambiente. O principal objetivo dos títulos verdes é causar impacto socioambiental positivo.

Quem pode emitir títulos verdes?

Um título verde pode ser emitido por qualquer empresa, desde que ela consiga demonstrar a destinação dos recursos e o impacto positivo ao meio ambiente. No agronegócio, os recursos de venda de títulos verdes podem ser usados, principalmente, nas seguintes iniciativas:

  • Agropecuária de baixo carbono
  • Silvicultura e manejo florestal
  • Conservação, restauração e recomposição de vegetação nativa
  • Recuperação de áreas degradadas
  • Pesca e aquicultura sustentável

Diferenciais dos títulos verdes em comparação aos títulos convencionais

Ainda que tenham características parecidas, os títulos verdes se sobressaem aos convencionais por alguns pontos que só eles possuem. Confira abaixo um comparativo:

características de um título verde

Os instrumentos financeiros regulamentados no Brasil e que se enquadram como títulos verdes são:

  • Cotas de fundos de investimento em direitos creditórios (FIDC)
  • Certificado de recebíveis do agronegócio (CRA)
  • Certificado de recebíveis imobiliários (CRI)
  • Debêntures
  • Debêntures incentivadas de infraestrutura
  • Letras financeiras
  • Notas promissórias

Fluxo necessário para um título verde

O processo para acesso aos recursos conta com 3 etapas principais, desde a avaliação das oportunidades até a transparência de projetos em operação.

fluxo para um título verde

Entre os critérios considerados para elegibilidade dos projetos verdes, existe uma classificação das categorias e segmentos para atuação:

critérios para um título verde

Benefícios dos títulos verdes para o emissor e para o investidor

O mercado de títulos verdes traz diversos benefícios aos agentes envolvidos e é cada vez mais reconhecido pela importância em prol da sustentabilidade.

Benefícios para o emissor:

  • Reconhecimento pelas práticas de conservação do meio-ambiente e de mitigação nas emissões de gases;
  • Diversificação das fontes de receita do negócio de produção agropecuária;
  • Maior volume financeiro para investimento nas atividades operacionais e nos negócios;
  • Melhora o posicionamento frente ao mercado e outros stakeholders, agregando valor à produção;
  • Otimiza os relacionamentos com investidores, possibilitando que outros projetos sejam apoiados;
  • Maior visibilidade para os projetos verdes.

Benefícios para o investidor:

  • Menores riscos envolvidos nas aplicações; grande parte dos títulos são de renda fixa;
  • Mercado em crescimento constante e muito bem reconhecido, levando em conta o apelo global por preservação do meio-ambiente e dos recursos naturais;
  • Cumprimento de políticas de responsabilidade socioambiental e de governança corporativa;
  • Projetos de títulos verdes são, na maioria das vezes, enquadrados em estratégias de longo prazo, o que gera menores riscos ao investidor;
  • Ótima oportunidade para diversificação da carteira de investimentos, uma vez que são títulos novos e com grande potencial de crescimento.

O mercado de títulos verdes é bastante promissor e, como vimos, benéfico para o meio ambiente, para o emissor e o investidor. Vale o acompanhamento da evolução deste tópico no cenário nacional.

Clique neste link para ter acesso a outros conteúdos do blog sobre a cadeia do milho. Acesse nosso Instagram clicando neste link e encontre informações sobre a marca especialista em sementes e nossos híbridos de milho.

Fonte

Markestrat com base em Guia para Emissão de Títulos Verdes no Brasil (2016) – Febabran e dados secundários

Deixe um comentário